Mulheres que malham, mulheres que lutam

March 8, 2017

 

Num dia internacional dedicado a elas, a TNC conta um pouquinho de suas histórias. 


A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do Século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e direito ao voto. 


Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas por direitos das mulheres trabalhadoras.


Desde então, o movimento ganhou peso e as mulheres começaram a ganhar mais espaço e os mesmos direitos que os homens. Porém,  está longe de ser o ideal e o justo para a vida dessas mulheres que batalham cada dia contra a diferença,  o preconceito e a violência. 


Letícia de Freitas, 20 anos, é aluna de Muay Thai há quatro anos da academia e ainda pratica slackline e futsal. Ela conta que passou por alguns problemas que a fizeram mudar: 


"Saí de uma comunidade muito pobre e fui viver no Cachambi com a minha avó, para superar a perda do meu pai aos nove anos; e recentemente, a perda da minha avó. Com isso, me encontrei nos ringues, lutei e fui campeã da Liga Carioca de Muay Thai. Nunca me vi como minoria pelo fato de ser mulher, pelo contrário, justamente por isso, luto cada dia mais pelos nossos direitos".


Ainda assim, no trabalho o assédio moral é frequente. Aryanne Marano, 27 anos, faz Jiu-jitsu na TNC há seis meses e enfrentou este problema:

 

"Uma vez um cliente pediu pra falar com o farmacêutico responsável, então me chamaram e eu me apresentei. Para minha surpresa, o senhor disse que queria ser atendido por um homem, porque eu não passava credibilidade. Fiquei chocada com tanto machismo, mas acabou se desculpando".


As mulheres vivem se superando. O mundo acaba exigindo um pouco mais dessas guerreiras que se desdobram para fazer todas suas tarefas em tão pouco tempo. Katia Pascoal, 43 anos, diz como conseguiu dar conta do trabalho e o desejo de emagrecer.


"Eu tinha muita dificuldade de alcançar meu objetivo, porque era gerente de uma empresa e isso me ocupava muito tempo. Foram três anos me superando a cada dia, e consegui emagrecer nove quilos. A Dieta e os treinos intensos entre o Muay Thai, Cross Combat e Jii-jitsu, me fizeram conseguir ter um corpo que sempre sonhei", afirma.


Contudo, o objetivo deste dia é que esta lute continue para que todos os direitos sejam conquistados. A Marcia dos Santos, 46 anos, pratica Ladies Thai, Ladies Camp e Jiu-jitsu, cuida da casa e da família, e acredita que nada pode impedir essa causa:

 

"Não importa qual a batalha, nem os obstáculos que encontramos no caminho. Só não podemos desistir; e nós mulheres  sempre fortes para o que der e vier".

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